terça-feira, 5 de outubro de 2010

Transtornos de personalidade...

Os Transtornos da Personalidade caracterizam pessoas que não têm uma maneira absolutamente normal de viver (do ponto de vista estatístico e comparando com a média das outras pessoas) mas não chegam a preencher os critérios para um transtorno mental franco.

Estas alterações quando permanentes, diferente das alterações patológicas que podem surgir de um momento para outro, constitui o que poderíamos chamar de Ego Patológico ou Transtorno de Personalidade (Ey).

De acordo com Henri Ey, entendendo o Ego como equivalente à Personalidade, a liberdade e a individualidade características da personalidade normal estariam comprometidas em determinadas alterações permanentes da maneira de existir no mundo, como se ap pessoa fosse refém de seus próprios traços, inflexíveis e permanentes.

O Transtorno de Personalidade seria uma maneira de atuar permanente, continuada e duradoura de um Ego não-normal, ao contrário das alterações francamente patológicas que podem ocorrer durante a vida, à partir de um momento definido (tal qual as crises, os surtos, os processos patológicos).

Em psicopatologia, as anormalidades da personalidade se reportam, principalmente, à possibilidade que se tem de classificar determinada personalidade como sendo desta ou daquela maneira de existir, enquanto o normal seria a pessoa ser "um pouco de tudo", ou seja, ter um pouco de cada característica humana sem prevalecer patologicamente nenhuma delas.

Desta forma, diante da possibilidade de se destacar um traço marcante, específico e característico numa determinada pessoa, ou seja, diante do fato desta personalidade ser caracterizada por um determinado traço, torna-se possível sua classificação.

Caso ainda esta característica responsável por sua classificação, prejudique a liberdade desta personalidade ser livre e desimpedida de qualquer estigma limitador de sua maneira de ser, caso ainda essa característica faça sofrer seu portador ou outras pessoas, aí então, ao invés de estarmos diante de apenas um certo tipo de personalidade, ou de um certo traço, estaremos diante de um Transtorno de Personalidade.

Karl Jaspers afirma serem anormais as personalidades que fazem sofrer tanto o indivíduo quanto aqueles que o rodeiam. Para ele as personalidades anormais representam variações não-normais da natureza humana e que, na eventualidade de superpor-se à elas algum processo, tornar-se-iam personalidades propriamente mórbidas (doentias). Jaspers aborda o tema sob a ótica das variações do existir humano de origem constitucional (que fazem parte da pessoa).

Assim sendo, podemos considerar a maneira própria das Personalidades Anormais de ser no mundo como uma apresentação do indivíduo diante da vida situada nas extremidades da faixa de tolerância de sanidade pelo sistema cultural. Estas personalidades anormais seriam alterações perenes do caráter caracterizando não apenas a maneira de ESTAR no mundo mas, sobretudo, a maneira do indivíduo SER no mundo.

A Organização Mundial de Saúde trata o assunto sob o titulo de Transtornos da Personalidade e de Comportamentos, especificando-os nos títulos de F60 até F69 na Classificação Internacional das Doenças (CID-10). Descreve tais transtornos da seguinte maneira:

“Estes tipos de condição (Transtornos de Personalidade) abrangem padrões de comportamento profundamente arraigados e permanentes, manifestando-se como respostas inflexíveis a uma ampla série de situações pessoais e sociais. Eles representam desvios extremos ou significativos do modo como o indivíduo médio, em uma dada cultura, percebe, pensa, sente e, particularmente, se relaciona com os outros. Tais padrões de comportamento tendem a ser estáveis e a abranger múltiplos domínios de comportamento e funcionamento psicológico. Eles estão freqüentemente, mas não sempre, associados a graus variados de angústia subjetiva e a problemas no funcionamento e desempenho sociais”.

Os Transtornos de Personalidade, segundo ainda o CID-10, são condições do desenvolvimento da personalidade, aparecem na infância ou adolescência e continuam pela vida adulta. Esta condição diferencia o Transtorno da Alteração da Personalidade. Esta última (Alteração), sucede durante a vida como conseqüência de algum outro transtorno emocional ou mesmo seguindo-se à estresse grave.

O Transtorno de Personalidade, conforme esta classificação diz, ao tratar dos Transtornos Específicos (uma subdivisão dos Transtornos em geral), são perturbações graves da constituição do caráter e das tendências comportamentais, portanto, não são adquiridas do meio.Desta forma, os Transtornos de Personalidade seriam modalidades incomuns do indivíduo interagir com sua vida, de se manifestar socialmente, de experimentar sentimentos (ou não experimentá-los). A CID-10 apresenta entre os títulos F60 e F69 uma grande variedade de subtipos de Transtornos de Personalidade. Procuraremos aqui compatibilizá-los todos com outras classificações de forma a abordar os tipos sinônimos com a mesma descrição.

O DSM-III-R falava sobre o que deve ser entendido dos Distúrbios da Personalidade de maneira muito próxima ao que a O.M.S. considera válido para seus Transtornos da Personalidade;

"Características de personalidade são padrões duradouros de percepção, relação e pensamento acerca do ambiente e de si mesmo, e são exibidos numa ampla faixa de contextos sociais e pessoais importantes. É somente quando as características de personalidade são inflexíveis e inadaptadas, e causam um comprometimento funcional significativo é que elas constituem os Transtornos da Personalidade. As manifestações dos Transtornos da Personalidade são, freqüentemente, reconhecíveis na adolescência ou mais cedo, e continuam por quase toda a vida adulta, embora elas muitas vezes se tornem menos óbvias nas faixas médias ou extremas de idade".

O DSM-IV fala dos Transtornos da Personalidade da seguinte forma:

"Um Transtorno da Personalidade é um padrão persistente de vivência íntima ou comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo, é invasivo e inflexível, tem seu início na adolescência ou começo da idade adulta, é estável ao longo do tempo e provoca sofrimento ou prejuízo."

Aspectos Psicobiológicos e Transtornos de Personalidade
As diferenças biológicas individuais têm sido há muito tempo relacionadas à diversos tipo de temperamento e de personalidade e cada avanço da ciência torna mais clara a interação dos fatores genéticos e ambientais na determinação da constituição da pessoa.

Modernamente considera-se que o estudo dos Transtornos da Personalidade se estrutura sobre quatro domínios psicobiológicos. São eles:

1 - A regulação dos impulsos;
2 - A modulação afetiva;
3 - A organização cognitiva e;
4 - O controle da ansiedade.

E estudo dessas, digamos, funções psíquicas, extremamente relacionadas às alterações da personalidade, tem recebido substancial contribuição pelos modernos métodos de avaliação bioquímica, pelos exames neuropsicológicos e pelas imagens computadorizadas das tomografias e dos aparelhos de emissão de pósitrons.

Transtorno Paranóide de Personalidade
A característica essencial deste distúrbio é uma tendência global e injustificável para interpretar as ações das pessoas como deliberadamente humilhantes ou ameaçadoras. Tem normalmente início no final da adolescência ou no começo da idade adulta. Quase invariavelmente há uma crença de estar sendo explorado ou prejudicado pelos outros de alguma forma e, por causa disso, a lealdade e fidelidade das pessoas estão sendo sempre questionadas. Muitas vezes o portador deste Transtorno é patologicamente ciumento e questionador da fidelidade do cônjuge, ao ponto de causar situações francamente constrangedoras.

O portador deste distúrbio de personalidade pode interpretar acontecimentos triviais e rotineiros como humilhantes e ameaçadores, desde um erro casual no saldo bancário, até um cumprimento não efusivo podem significar atitudes premeditadamente maldosas. Há uma sensibilidade exagerada às contrariedades ou a tudo que possa ser interpretado como rejeição, uma tendência para distorcer as experiências, interpretando-as como se fossem hostis ou depreciativas, ainda que neutras e amistosas (pensamento paranóide). Estas pessoas podem sentir-se irremediavelmente humilhadas e enganadas, conseqüentemente agressivas e insistentemente reivindicadoras de seus direitos.

Supervalorizam sua própria importância, as suas idéias são as únicas corretas e seus pontos de vistas não devem ser contestadas, daí a facilidade em conquistar inimigos e a tendência em pensamentos auto-referentes. São desconfiadas, teimosas, dissimuladoras e obstinadas, vivem numa solidão freqüentemente confundida com timidez, como se não houvesse no mundo pessoas com quem pudessem partilhar sua prodigalidade, dignidade e seus sentimentos superiores.

As pessoas com Transtorno Paranóide da Personalidade são extremamente sarcásticas em suas críticas, irônicas ao extremo nos comentários e contornam as eventuais situações constrangedoras recorrendo a artimanhas teatrais e chantagens emocionais. Não toleram críticas dirigidas à sua pessoa e qualquer comentário neste sentido é entendido como declaração de inimizade.

Pelo entusiasmo com que valorizam suas idéias, sempre as únicas corretas, podem ser vistos como fanáticos nas várias áreas do pensamento; seja religioso, político, ético ou profissional. Gostam de fantasiar mas tem dificuldades em distinguir a fantasia da realidade. Pessoas com estes distúrbios são hiper-vigilantes e tomam precaução contra qualquer ameaça percebida.

A afetividade, nestes casos, é muitas vezes restrita e pode parecer fria, dado ao gosto destas pessoas em serem sempre objetivas, racionais e pouco emocionais.

Recomenda-se, como critérios para este Transtorno, que sejam caracterizados por:
a) sensibilidade exagerada à contratempos e rejeições;
b) tendência a guardar rancores persistentemente, isto é, recusam à perdoar aquilo que julgam como insultos ou desfeitas:
c) desconfiança e tendência à interpretar erroneamente as experiências amistosas ou neutras;
d) obstinado senso de direitos pessoais em desacordo com a situação real;
e) suspeitas injustificáveis em relação à fidelidade (conjugal ou de amigos);
f) autovalorização excessiva;
g) pressuposições quanto à conspirações


A raiva é um distúrbio mental?

Recentemente foi descoberto um distúrbio mental que faz com que a pessoa adote um comportamento violento juntamente com agressividade verbal. Parece comum para você? Isso levantou um questionamento na comunidade científica: como sabemos que algo está fora do normal quando os sintomas do possível distúrbio são muito parecidos com o nosso comportamento usual?

O Distúrbio Intermitente Explosivo (IED) foi primeiramente diagnosticado em 1980 e é caracterizado por uma reação extremada a situações estressantes. Agora os cientistas procuram especificar seus sintomas para diferenciar a doença de “uma raivinha cotidiana”.

Segundo cientistas da Universidade de Chicago é possível que essa agressividade toda esteja “no sangue” e que o IED seja uma doença genética. Não há nenhuma estimativa de quantas pessoas possuam IED – mas acredita-se que essa doença seja muito comum.

Em 2004 um estudo feito com residentes de hospitais em Baltimore (Estados Unidos) estimou que 4% das pessoas desenvolve IED durante algum período de suas vidas. Mas segundo um estudo de 2006, publicado nos Arquivos de Psiquiatria Geral dos EUA, esse número é de 7.3% dos adultos.

Mas como um estudo estima que o dobro das pessoas que o outro estudo indicou possuam IED? É possível que seja devido aos critérios para definir a doença. Os sintomas usados para fazer o diagnóstico, até hoje, não são claros: eles não diferenciam a freqüência dos ataques de raiva e nem sua intensidade.

Segundo Emil Coccaro, professor de psiquiatria da Universidade de Chicago, o critério para definir que uma pessoa sofre com IED deve ser que ela tenha tido, no mínimo, três episódios de agressividade contra objetos ou pessoas em um ano e, além disso, com um nível de violência que seja fora de proporção. De acordo com o mesmo médico a definição atual da doença deixa margem para que pessoas que tenham tido apenas três ataques de raiva durante toda sua vida sejam diagnosticadas com IED.

Além disso, para um diagnóstico correto, o médico deve ter certeza que os ataques de raiva não estariam relacionados a outros distúrbios, como esquizofrenia, por exemplo.

Créditos: http://hypescience.com/a-raiva-e-um-disturbio-mental/

domingo, 3 de outubro de 2010

Terapias Florais


Criada na década de 30 por Edward Bach, seguidor de Samuel Hannemann, o pai da homeopatia,estudioso do século XVIII, a Terapia Floral segue alguns princípios da homeopatia, como, por exemplo, tratar doenças pelas causas e não pelo sintoma. Bach defendia a idéia de que as doenças são conseqüências de um desequilíbrio emocional e mental e as emoções fazem parte da enfermidade, portanto, não se tratam apenas com a medicina tradicional.A Terapia Floral é um desdobramento da medicina vibracional que considera não apenas o corpo físico, mas também os corpos energéticos sutis associados ao corpo físico. Tem a capacidade de reorganizar emoções que possam desencadear doenças. Aqui o ser humano é visto De forma integral em seus aspectos físico, mental, e espiritual todos interligados e interdependentes funcionando como um sistema onde os desajustes ou desequilíbrios de um dos aspectos atingirá os demais.Esta forma de terapia, cada vez mais utilizada no mundo todo, é simples de entender, e sem contra indicações, pois permite ao usuário automedicar-se após as orientações de um Terapeuta permitindo uma interpretação mais profunda dos sintomas, levando em conta características do inconsciente, o que não ocorre na auto análise, que permeia apenas o consciente.Reconhecida e recomendada pela Organização Mundial de Saúde, tem a finalidade de permitir que a personalidade possa dominar sozinha o estado passageiro de ânimo negativos, típicos da natureza humana. Ela auxilia o ser humano na descoberta e compreensão das suas emoções e padrões de comportamento, trazendo um caminho para o equilíbrio pessoal e a cura das doenças.

com carinho da terapeuta
beijos da Juju

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Endometriose: quando o problema requer cirurgia





Publicado em: 04/03/2009
Autor: Núcleo Educacional Científico

Endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de fragmentos do endométrio (camada mais interna do útero) fora da cavidade uterina. Esses fragmentos podem se implantar em diferentes locais da cavidade abdominal: nos ovários (formando cistos), nas trompas uterinas, na camada interna da parede abdominal (peritôneo), na camada mais profunda e muscular do útero (provocando a adenomiose), na parede da bexiga e do intestino.

Segundo Edvaldo Cavalcante, mestre assistente do setor de videoendoscopia ginecológica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), estima-se que a endometriose atinja cerca de 15% da população feminina em idade reprodutiva, sendo responsável por em torno de 35% dos casos de infertilidade feminina e 40% das queixas de dor pélvica crônica. Na entrevista a seguir, o médico dá detalhes sobre a doença e explica como é o tratamento cirúrgico da endometriose.

Quais sãos os sintomas da endometriose?
Clinicamente, a endometriose pode se apresentar como causa de dor pélvica e/ou de infertilidade. A dor pode se expressar sob a forma de cólica menstrual ou pré-menstrual, dispaurenia (dor na relação sexual), dor ao urinar e/ou ao evacuar. Além do sofrimento físico causado pelos sintomas, a endometriose provoca um impacto negativo na qualidade de vida da mulher, alterando seu rendimento profissional, sua relação familiar e afetiva, reduzindo sua qualidade de vida e, principalmente, sua autoestima. A relação entre a endometriose e a depressão já foi identificada, e é mais evidente quanto mais intensa for a condição de dor crônica. Alguns autores sugerem um perfil psicológico da mulher endometriótica, que pode se relacionar a um elevado coeficiente intelectual, perfeccionismo, egocentrismo, ansiedade e estresse psíquico.

Quando procurar um especialista?
Quando a paciente observar qualquer uma das alterações descritas acima, ou se já tiver passado por tratamento, mas sem ter alcançado sucesso. Vale a pena, então, conversar com seu médico sobre a possibilidade de uma investigação mais minuciosa, como uma videolaparoscopia, por exemplo. Alguns estudos demonstram que o tempo médio entre o aparecimento dos primeiros sintomas e o diagnóstico definitivo da doença é de 5 a 6 anos.

Quais são as formas mais comuns de tratamento?
Basicamente, há duas linhas de tratamento para endometriose, a depender da extensão e da gravidade: o clínico e o cirúrgico. O tratamento clínico dos sintomas de dor inclui uso de analgésicos e antiinflamatórios, terapia nutricional e/ou tratamento hormonal. A inibição da função ovariana por seis meses costuma reduzir a dor associada à endometriose. O uso de DIU com hormônio (Levonorgestrel) também pode reduzir a dor pélvica causada pela endometriose. É importante reconhecer que as decisões envolvidas em qualquer plano de tratamento são individuais, e cada paciente deve discutir todos os prós e contras com seu médico.
E quanto ao tratamento cirúrgico, quando é indicado?
A cirurgia é indicada quando não há melhora dos sintomas com o tratamento clínico. Dependendo da gravidade da doença, já avaliada nos primeiros exames investigatórios, o ideal é remover cirurgicamente as lesões. O tratamento cirúrgico, portanto, está direcionado à redução da dor e, consequentemente, a uma melhora da qualidade de vida da paciente.
Há alguma restrição para a realização do procedimento?
As pacientes com doença pulmonar grave, asmáticas ou com síndrome da angústia respiratória encontram restrições para a cirurgia videolaparoscópica. Para essas pacientes, é recomendada a cirurgia convencional, ou seja, a laparotomia. Outras restrições para realização da videolaparoscopia podem ser encontradas em pacientes cardiopatas, diabéticas, com alteração de coagulação, com anemia, obesidade, entre outras. Uma avaliação médica criteriosa da paciente antes de qualquer procedimento, no entanto, é fundamental.

Que cuidados a paciente deve ter no pré-operatório?
Como dito anteriormente, é necessária uma avaliação clínica rigorosa antes da cirurgia. Pacientes com uso crônico de medicação podem necessitar de ajustes, ou, até mesmo a suspensão de alguns deles. O consumo de bebidas alcoólicas, o tabagismo e outros vícios devem ser desestimulados e interrompidos alguns dias antes do procedimento. A paciente não deve fazer tricotomia (raspagem dos pelos) em casa. Quando a tricotomia for necessária, recomenda-se que sua realização aconteça no hospital, assim que internar. Em alguns casos, é prescrito preparo intestinal (uso de laxantes) no dia anterior à cirurgia.

Como se dá a preparação da paciente antes da operação?
Geralmente, ela é internada com intervalo médio de 2 horas antes da cirurgia, e deve estar em jejum absoluto de 8 horas (incluindo água). É necessário levar todos os exames e avaliações médicas realizados previamente. Alguns cuidados pessoais também devem ser tomados, como não ter utilizado óleo hidratante na pele; não portar relógio, jóias, bijuterias e piercing; não utilizar aplique no cabelo (nylon), não lavar os cabelos no dia da cirurgia; e, de preferência, não utilizar esmalte nas unhas. Assim que estiver internada, antes da cirurgia, a paciente receberá a visita do cirurgião responsável e do anestesista, que deixará prescrita a medicação pré-anestésica (sedativo) para diminuir a ansiedade. Quando estiver no centro cirúrgico, será realizada a anestesia propriamente dita. Em videolaparoscopia, realizamos anestesia geral e, em alguns casos, especialmente os de maior complexidade, que necessitarão de maior tempo cirúrgico, associamos a raquianestesia, para manter uma boa analgesia no pós-operatório. Na cirurgia convencional (laparotomia), a anestesia de escolha é a raquianestesia.
Quais são as técnicas existentes para a realização da cirurgia?
Duas técnicas cirúrgicas prevalecem para o tratamento da endometriose, a videolaparoscopia e a laparotomia. Uma modalidade mais recente, a cirurgia robótica, ainda é pouco difundida em nosso meio. A videolaparoscopia é considerada o padrão ouro para diagnóstico, classificação e documentação minuciosa da endometriose, além de ser minimamente invasiva. Por meio dela, pode-se observar o tipo, localização e extensão das lesões endometrióticas. A partir de pequenas incisões (5 a 10 mm) na parede do abdome, pode-se introduzir a câmera e as pinças auxiliares. Essa técnica proporciona melhor visibilidade da cavidade abdominal, facilitando a abordagem cirúrgica, embora o reconhecimento das lesões de endometriose dependa da experiência de cada cirurgião. Na videolaparoscopia, ocorre menor lesão tecidual e menor tração da parede abdominal, proporcionando mais conforto para a paciente no pós-operatório. Desta forma, há um menor tempo de internação, alta hospitalar mais precoce, menor uso de analgésicos e retorno mais rápido às atividades do cotidiano.
Qual o tempo de duração da videolaparoscopia?
O tempo de duração do procedimento depende da complexidade da cirurgia. Geralmente, a videolaparoscopia necessita de um tempo maior que a laparotomia, mas esse acréscimo de tempo é compensado pelos benefícios que essa técnica proporciona à paciente e ao cirurgião. Nas cirurgias de baixa complexidade, o tempo médio do procedimento varia de 60 a 90 minutos.

Quanto tempo após a cirurgia a paciente pode retomar suas atividades normais?
Geralmente, no prazo de 10 a 14 dias, a paciente consegue retomar suas atividades no trabalho, salvo aqueles que exigem grande esforço físico. A complexidade da cirurgia também deve ser levada em consideração, podendo gerar um tempo maior de recuperação. Mas se compararmos à laparotomia, onde o tempo médio para retorno às atividades rotineiras varia em torno 40 a 60 dias, a recuperação é bem mais rápida.
Que cuidados especiais devem ser tomados no pós-operatório?
Alguns cuidados são importantes: procurar deambular precocemente, isto é, levantar o mais cedo possível do leito, evitar movimentação excessiva, não carregar peso e seguir os cuidados com a cicatriz cirúrgica. A alimentação poderá retornar aos hábitos rotineiros de maneira progressiva.

Quais ganhos a paciente tem para a sua vida após a realização do procedimento?
Inúmeros são os ganhos que a videolaparoscopia traz para o tratamento da endometriose. Nota-se uma melhora em grande parte dos sintomas, como redução da dor, maior qualidade de vida após a ressecção cirúrgica das lesões e melhora considerável do bem estar psíquico da paciente. Há ainda um aumento da taxa de fecundidade mensal, em especial, nos casos de endometriose mínima e leve.

- Fonte: Edvaldo Cavalcante, especialista em videolaparoscopia/histeroscopia ginecológica e mestre assistente do setor de videoendoscopia ginecológica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Este material foi elaborado pelo Fleury, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"AMORTERAPIA"

Benefícios como menos resfriados, melhor controle do estresse e pressão sanguínea mais baixa são apenas o começo.

Amor e saúde estão entrelaçados de maneira surpreendente. Humanos são feitos para conectarem-se uns aos outros, e quando bons relacionamentos são cultivados (não apenas no campo amoroso), as recompensas são imensas.

“Não existe nenhuma evidência de que o intenso, apaixonado estágio de um novo romance é beneficial a saúde. Pessoas que se apaixonam dizem que se sentem maravilhosas e agoniadas ao mesmo tempo” diz Harry Reis, PhD, co-editor da Enciclopédia dos Relacionamentos Humanos. Ou seja, todo esse sobe e desce pode ser um ponto de partida do estresse.

Já uma forma de amor mais calma e estável ajuda a definir claramente os benefícios. “Existem evidências de que pessoas que estão em relacionamentos longos e satisfatórios se dão melhor em toda variedade de exames médicos”, afirma Reis.

A maior parte das pesquisas nessa área se concentra no casamento, mas Reis acredita que muitas desses benefícios se estendem a outras relações próximas, como amigos ou parentes. Ele afirma que a pessoa precisa se sentir conectada com outras, como parte de um grupo, além de respeitada e valorizada.

10 benefícios que o amor traz à saude

1- Menos visitas médicas

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos revisou uma grande quantidade de estudos relacionados à saúde e casamento. Uma das descobertas mais impressionantes foi que pessoas casadas vão menos a consultas médicas e ficam menos tempo em hospitais.

“Ninguém sabe exatamente porque relações amorosas fazem bem a saúde. A melhor lógica é a de que seres humanos foram preparados para viver em grupos sociais unidos. Quando isso não acontece, o sistema biológico fica abalado” diz Reis.

Outra teoria pode ser a de que pessoas em bons relacionamentos cuidam melhor delas mesmas, e das outras. A esposa pode auxiliar seu marido com sua higiene bucal, ou um amigo pode indicar outro a consumir mais grãos. Com o tempo, esses bons hábitos significam menos doenças.

2- Menos depressão e abuso de substâncias tóxicas

De acordo com o relatório do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, se casar e permanecer casado reduz os níveis de depressão tanto no homem quanto na mulher. Isso não é uma surpresa, já que o isolamento social está claramente ligado a altas taxas de depressão.

O interessante é que o casamento também contribui na diminuição do abuso de álcool e drogas, especialmente em jovens adultos.

3- Pressão sanguínea mais baixa

Pesquisadores descobriram que pessoas em casamentos felizes têm a melhor pressão sanguínea, logo em seguida os solteiros. E as pessoas em casamentos infelizes têm a pior pressão sanguínea. Esse estudo está nos Anais da Medicina Comportamental.

Reis disse que esse estudo ilustra um aspecto importante em como o casamento influencia a saúde: “É a qualidade do casamento, e não apenas o fato de estar casado, que afeta a saúde”. Isso apóia a idéia de que outros exemplos positivos de diferentes formas de relacionamentos possam ter benefícios similares.

Na verdade, solteiros com forte vida social também tiveram bom desempenho no estudo, embora não tanto quanto os casados e felizes.

4- Menos ansiedade

Quando o assunto é ansiedade, uma relação amorosa e estável é superior a um novo romance.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Nova York utilizaram máquinas de ressonância magnética para analisar o cérebro de pessoas apaixonadas. Eles compararam casais recentemente enamorados com casais de longa data, fortemente conectados. Os dois grupos tiveram a parte do cérebro associada com amor intenso ativada.

“É o sistema de recompensa cerebral (área específica do cérebro com grande quantidade de dopamina), a mesma área que é ativada com a presença de cocaína ou quando a pessoa ganha muito dinheiro” diz Arthur Aron, PhD e um dos autores do estudo. Mas há uma notável diferença entre os grupos em outras partes do cérebro. Nas pessoas que possuem relações duradouras, também são ativadas áreas relacionadas a união, e áreas relacionadas a ansiedade são menos ativadas.

5- Controle natural da dor

Os estudos feitos em máquinas de ressonância magnética revelaram outro benefício para casais de longa data: mais ativação na parte do cérebro que mantém a dor sob controle. Um relatório do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) complementou essa descoberta: em um estudo feito com mais de 127.000 adultos, pessoas casadas eram menos propensas a reclamar de dores de cabeça e nas costas.

6- Melhor controle do estresse

Se o amor ajuda as pessoas a lidarem com a dor, como será com os outros tipos de estresse? Aron disse que existe evidência que relacione suporte social e controle de estresse. Se quando surge um fator estressante, a pessoa recebe suporte de alguém que ela gosta, ela lida melhor com a situação.

7- Menos resfriados

Já foi visto que relações amorosas diminuem estresse, depressão e ansiedade (o que deve gerar um impulso no sistema imunológico). Pesquisadores da Universidade de Carnegie Mellon descobriram que exibem emoções positivas são menos propensos a ficarem doentes depois de expostos ao vírus da gripe ou de resfriados. O estudo, publicado na Medicina Psicossomática, comparou pessoas felizes e calmas com aquelas que pareciam ansiosas, hostis ou deprimidas.

8- Cicatrização mais rápida

Pode ser que o poder de um relacionamento positivo faça feridas na pele cicatrizarem mais rapidamente.

Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Ohio examinou casais com bolhas nos pés. As feridas em cônjuges que interagiam harmoniosamente cicatrizaram até duas vezes mais rápido do que naqueles que demonstravam ser bastante hostis um com o outro.

9- Vida mais longa

Uma parte crescente da pesquisa indica que pessoas casadas vivem mais. Um dos maiores estudos examinou os efeitos do casamento na mortalidade durante um período de oito anos nos anos 90. Usando dados da Enquete Nacional de Saúde, pesquisadores descobriram que pessoas que nunca foram casadas estão 58% mais propensas a morrer do que pessoas casadas.

Aron disse que o casamento contribui para uma vida mais longa mais pela praticidade do sustento mútuo e dos benefícios financeiros, e também pelos filhos que proporcionam suporte.

Já Reis enxerga uma explicação emocional. O casamento protege as pessoas da morte por repelir sentimentos de isolamento. Pessoas casadas vivem mais por se sentirem amadas.

10- Vida mais feliz

Pode parecer óbvio que um dos maiores benefícios do amor é a alegria. Mas uma pesquisa está apenas começando para revelar o quanto essa ligação pode ser forte.

Um estudo no Jornal da Psicologia Familiar mostra que felicidade depende mais da qualidade das relações familiares de uma pessoa do que do nível do salário que ela recebe.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Perdoar faz bem a saúde!


A palavra perdoar e praticar esse ato para muitas pessoas não é nada fácil sendo que muitos praticamente é impossível perdoar aquele velho amigo que por algum motivo bobo, mesmo que seja algo sério tem em pensamento que nunca irá perdoá-lo, ou até mesmo um irmão, algum parente, namorado (a) inclusive os próprios pais.

Existem muitas pessoas orgulhosas e seu orgulho está acima de tudo ao invés de passar por cima e apresentar seu Aldo humilde prefere não dar o braço a torcer e ficar sem se falar, quando na vida ocupamos um espaço muito grande para algum ressentimento possuímos uma magoa, perdoar é diminuir esse espaço é viver a vida com outra intensidade.

O perdão é a melhor sensação que uma pessoa pode ter sendo a compreensão de que o sofrimento faz parte da vida e que a raiva e ressentimentos são reações pertinentes aos acontecimentos dolorosos, sendo uma habilidade que aprende, mas que sofre, não temos o poder de mudar o passado, mas aprendemos a lidar com essas semelhanças e não esquecê-las. A raiva é uma emoção que resulta estresse proporcionando uma revolução orgânica que pode causar transtorno físico agudo do tipo infarto ou até mesmo derrame, o ódio implica numa mágoa crônica que gera o desequilíbrio interno corporal mais compatível com o câncer, por isso que o perdão faz muito bem você acaba liberando essas sensações e transtornos que carrega e se sente até mais leve, mais feliz sua auto estima melhora, pense bem antes de dizer ou não ao invés de perdoar.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Vou te maltratar: MEU NOME É POLUIÇÃO!



A poluição nas grandes cidades é um tema que nos cerca há muito tempo, desde criança aprendemos na escola os problemas causados pela poluição, como também a necessidade de respirarmos ar puro para não intoxicar nosso corpo porque nosso sangue necessita de oxigênio, na qual o sistema respiratório faz o transporte e elimina as impurezas.

Se tudo funciona bem, com uma boa respiração e ar puro, evita-se não só as doenças respiratórias, mas qualquer outra, já que, organismo desintoxicado tem menos radicais livres, mais viltalidade e maior condição de defender-se das doenças.

Infelizmente esquecemos tudo isso e nos pomos a respirar um ar de qualidade inferior, principalmente nas grandes cidades em que há uma enorme concentração de carros e fábricas poluentes.

Quem de nós já exigiu dos governantes providências para os carros velhos ou caminhões que não usam filtros e exalam um ar que além de poluente é super desagradável?

E carros grandes como caminhões e ônibus que mesmo parados permanecem com o motor ligado?

Há mais de 20 anos, li uma matéria em um dos conhecidos jornais do nosso país alertando às pessoas da necessidade de sair de São Paulo no final de semana para que pudessem respirar, mas parece que isto tocou a uma pequena população.

O problema é que não existe um controle devido da qualidade do ar em São Paulo, mesmo sendo esta, uma das cidades mais poluídas do mundo.

Os parâmetros para medir o ar em São Paulo estão aquém dos exigidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e a tolerância à poluição nesta cidade está ultrapassando em mais de 100% do permitido pelos padrões internacionais suportáveis e as conseqüências podem ter efeitos alarmantes a longo prazo.

Em outras cidades grandes como o Rio de Janeiro, Recife e Brasília, a medição é mais falha ainda.

Em Agosto de 2010 tivemos, em São Paulo o ar mais seco desde 1940 e apesar do governo dizer que a qualidade do ar está dentro da normalidade, as internações por doenças respiratórias na Santa Casa subiram 30% em relação ao mês anterior, sendo que 80% dos casos de pneumonia são provocados pela poluição.

Partículas minúsculas originadas da queima de diesel e gasolina são cancerígenas além de causar inúmeros problemas respiratórios. E ainda mais, os poluentes podem provocar inconvenientes como:

olho seco, blefarite, alergias em geral, problemas de pele, ardor ou coceira nos olhos, na garganta e nariz.

Ainda tosse seca, cansaço em alta intensidade, dificuldades respiratórias em geral, dores de cabeça. Se a pessoa tem doenças cardiovasculares pode agravar e até matar e há estudos comprovando que a poluição pode causar depressão e problemas psicológicos.

A partir destas informações, cabe a você saber se vai continuar sendo cúmplice de tantas doenças e mortes desnecessárias ou se pode por seu direito em ação e exigir das autoridades providência, afinal respirar é um direito!

Fonte de pesquisa: Folha de S.Paulo – 07.09.2010, basedo em dados fornecidos por Evangelina Vormittag e Paulo Saldiva.

Suzete é Naturopata, Iridóloga e Instrutora dos Exercícios Visuais. Autora do livro: Cuide de Seus Olhos

Contato: suzete@saudeintegral.com

Sites: www.saudeintegral.com, www.iridologiasp.com.br e www.metodobates.com.br

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Amor para a saúde! Vamos nessa???


Amor e saúde estão entrelaçados de maneira surpreendente. Humanos são feitos para conectarem-se uns aos outros, e quando bons relacionamentos são cultivados (não apenas no campo amoroso), as recompensas são imensas.

“Não existe nenhuma evidência de que o intenso, apaixonado estágio de um novo romance é beneficial a saúde. Pessoas que se apaixonam dizem que se sentem maravilhosas e agoniadas ao mesmo tempo” diz Harry Reis, PhD, co-editor da Enciclopédia dos Relacionamentos Humanos. Ou seja, todo esse sobe e desce pode ser um ponto de partida do estresse.

Já uma forma de amor mais calma e estável ajuda a definir claramente os benefícios. “Existem evidências de que pessoas que estão em relacionamentos longos e satisfatórios se dão melhor em toda variedade de exames médicos”, afirma Reis.

A maior parte das pesquisas nessa área se concentra no casamento, mas Reis acredita que muitas desses benefícios se estendem a outras relações próximas, como amigos ou parentes. Ele afirma que a pessoa precisa se sentir conectada com outras, como parte de um grupo, além de respeitada e valorizada.

10 benefícios que o amor traz à saude

1- Menos visitas médicas

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos revisou uma grande quantidade de estudos relacionados à saúde e casamento. Uma das descobertas mais impressionantes foi que pessoas casadas vão menos a consultas médicas e ficam menos tempo em hospitais.

“Ninguém sabe exatamente porque relações amorosas fazem bem a saúde. A melhor lógica é a de que seres humanos foram preparados para viver em grupos sociais unidos. Quando isso não acontece, o sistema biológico fica abalado” diz Reis.

Outra teoria pode ser a de que pessoas em bons relacionamentos cuidam melhor delas mesmas, e das outras. A esposa pode auxiliar seu marido com sua higiene bucal, ou um amigo pode indicar outro a consumir mais grãos. Com o tempo, esses bons hábitos significam menos doenças.

2- Menos depressão e abuso de substâncias tóxicas

De acordo com o relatório do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, se casar e permanecer casado reduz os níveis de depressão tanto no homem quanto na mulher. Isso não é uma surpresa, já que o isolamento social está claramente ligado a altas taxas de depressão.

O interessante é que o casamento também contribui na diminuição do abuso de álcool e drogas, especialmente em jovens adultos.

3- Pressão sanguínea mais baixa

Pesquisadores descobriram que pessoas em casamentos felizes têm a melhor pressão sanguínea, logo em seguida os solteiros. E as pessoas em casamentos infelizes têm a pior pressão sanguínea. Esse estudo está nos Anais da Medicina Comportamental.

Reis disse que esse estudo ilustra um aspecto importante em como o casamento influencia a saúde: “É a qualidade do casamento, e não apenas o fato de estar casado, que afeta a saúde”. Isso apóia a idéia de que outros exemplos positivos de diferentes formas de relacionamentos possam ter benefícios similares.

Na verdade, solteiros com forte vida social também tiveram bom desempenho no estudo, embora não tanto quanto os casados e felizes.

4- Menos ansiedade

Quando o assunto é ansiedade, uma relação amorosa e estável é superior a um novo romance.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Nova York utilizaram máquinas de ressonância magnética para analisar o cérebro de pessoas apaixonadas. Eles compararam casais recentemente enamorados com casais de longa data, fortemente conectados. Os dois grupos tiveram a parte do cérebro associada com amor intenso ativada.

“É o sistema de recompensa cerebral (área específica do cérebro com grande quantidade de dopamina), a mesma área que é ativada com a presença de cocaína ou quando a pessoa ganha muito dinheiro” diz Arthur Aron, PhD e um dos autores do estudo. Mas há uma notável diferença entre os grupos em outras partes do cérebro. Nas pessoas que possuem relações duradouras, também são ativadas áreas relacionadas a união, e áreas relacionadas a ansiedade são menos ativadas.

5- Controle natural da dor

Os estudos feitos em máquinas de ressonância magnética revelaram outro benefício para casais de longa data: mais ativação na parte do cérebro que mantém a dor sob controle.
Um relatório do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) complementou essa descoberta: em um estudo feito com mais de 127.000 adultos, pessoas casadas eram menos propensas a reclamar de dores de cabeça e nas costas.

6- Melhor controle do estresse

Se o amor ajuda as pessoas a lidarem com a dor, como será com os outros tipos de estresse? Aron disse que existe evidência que relacione suporte social e controle de estresse. Se quando surge um fator estressante, a pessoa recebe suporte de alguém que ela gosta, ela lida melhor com a situação.

7- Menos resfriados

Já foi visto que relações amorosas diminuem estresse, depressão e ansiedade (o que deve gerar um impulso no sistema imunológico). Pesquisadores da Universidade de Carnegie Mellon descobriram que exibem emoções positivas são menos propensos a ficarem doentes depois de expostos ao vírus da gripe ou de resfriados. O estudo, publicado na Medicina Psicossomática, comparou pessoas felizes e calmas com aquelas que pareciam ansiosas, hostis ou deprimidas.

8- Cicatrização mais rápida

Pode ser que o poder de um relacionamento positivo faça feridas na pele cicatrizarem mais rapidamente.

Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Ohio examinou casais com bolhas nos pés. As feridas em cônjuges que interagiam harmoniosamente cicatrizaram até duas vezes mais rápido do que naqueles que demonstravam ser bastante hostis um com o outro.

9- Vida mais longa

Uma parte crescente da pesquisa indica que pessoas casadas vivem mais. Um dos maiores estudos examinou os efeitos do casamento na mortalidade durante um período de oito anos nos anos 90. Usando dados da Enquete Nacional de Saúde, pesquisadores descobriram que pessoas que nunca foram casadas estão 58% mais propensas a morrer do que pessoas casadas.

Aron disse que o casamento contribui para uma vida mais longa mais pela praticidade do sustento mútuo e dos benefícios financeiros, e também pelos filhos que proporcionam suporte.

Já Reis enxerga uma explicação emocional. O casamento protege as pessoas da morte por repelir sentimentos de isolamento. Pessoas casadas vivem mais por se sentirem amadas.

10- Vida mais feliz

Pode parecer óbvio que um dos maiores benefícios do amor é a alegria. Mas uma pesquisa está apenas começando para revelar o quanto essa ligação pode ser forte.

Um estudo no Jornal da Psicologia Familiar mostra que felicidade depende mais da qualidade das relações familiares de uma pessoa do que do nível do salário que ela recebe.