Publicado em: 04/03/2009 Autor: Núcleo Educacional CientíficoEndometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de fragmentos do endométrio (camada mais interna do útero) fora da cavidade uterina. Esses fragmentos podem se implantar em diferentes locais da cavidade abdominal: nos ovários (formando cistos), nas trompas uterinas, na camada interna da parede abdominal (peritôneo), na camada mais profunda e muscular do útero (provocando a adenomiose), na parede da bexiga e do intestino. Segundo Edvaldo Cavalcante, mestre assistente do setor de videoendoscopia ginecológica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), estima-se que a endometriose atinja cerca de 15% da população feminina em idade reprodutiva, sendo responsável por em torno de 35% dos casos de infertilidade feminina e 40% das queixas de dor pélvica crônica. Na entrevista a seguir, o médico dá detalhes sobre a doença e explica como é o tratamento cirúrgico da endometriose. Quais sãos os sintomas da endometriose? Clinicamente, a endometriose pode se apresentar como causa de dor pélvica e/ou de infertilidade. A dor pode se expressar sob a forma de cólica menstrual ou pré-menstrual, dispaurenia (dor na relação sexual), dor ao urinar e/ou ao evacuar. Além do sofrimento físico causado pelos sintomas, a endometriose provoca um impacto negativo na qualidade de vida da mulher, alterando seu rendimento profissional, sua relação familiar e afetiva, reduzindo sua qualidade de vida e, principalmente, sua autoestima. A relação entre a endometriose e a depressão já foi identificada, e é mais evidente quanto mais intensa for a condição de dor crônica. Alguns autores sugerem um perfil psicológico da mulher endometriótica, que pode se relacionar a um elevado coeficiente intelectual, perfeccionismo, egocentrismo, ansiedade e estresse psíquico. Quando procurar um especialista? Quando a paciente observar qualquer uma das alterações descritas acima, ou se já tiver passado por tratamento, mas sem ter alcançado sucesso. Vale a pena, então, conversar com seu médico sobre a possibilidade de uma investigação mais minuciosa, como uma videolaparoscopia, por exemplo. Alguns estudos demonstram que o tempo médio entre o aparecimento dos primeiros sintomas e o diagnóstico definitivo da doença é de 5 a 6 anos. Quais são as formas mais comuns de tratamento? Basicamente, há duas linhas de tratamento para endometriose, a depender da extensão e da gravidade: o clínico e o cirúrgico. O tratamento clínico dos sintomas de dor inclui uso de analgésicos e antiinflamatórios, terapia nutricional e/ou tratamento hormonal. A inibição da função ovariana por seis meses costuma reduzir a dor associada à endometriose. O uso de DIU com hormônio (Levonorgestrel) também pode reduzir a dor pélvica causada pela endometriose. É importante reconhecer que as decisões envolvidas em qualquer plano de tratamento são individuais, e cada paciente deve discutir todos os prós e contras com seu médico. E quanto ao tratamento cirúrgico, quando é indicado? A cirurgia é indicada quando não há melhora dos sintomas com o tratamento clínico. Dependendo da gravidade da doença, já avaliada nos primeiros exames investigatórios, o ideal é remover cirurgicamente as lesões. O tratamento cirúrgico, portanto, está direcionado à redução da dor e, consequentemente, a uma melhora da qualidade de vida da paciente. Há alguma restrição para a realização do procedimento? As pacientes com doença pulmonar grave, asmáticas ou com síndrome da angústia respiratória encontram restrições para a cirurgia videolaparoscópica. Para essas pacientes, é recomendada a cirurgia convencional, ou seja, a laparotomia. Outras restrições para realização da videolaparoscopia podem ser encontradas em pacientes cardiopatas, diabéticas, com alteração de coagulação, com anemia, obesidade, entre outras. Uma avaliação médica criteriosa da paciente antes de qualquer procedimento, no entanto, é fundamental. Que cuidados a paciente deve ter no pré-operatório? Como dito anteriormente, é necessária uma avaliação clínica rigorosa antes da cirurgia. Pacientes com uso crônico de medicação podem necessitar de ajustes, ou, até mesmo a suspensão de alguns deles. O consumo de bebidas alcoólicas, o tabagismo e outros vícios devem ser desestimulados e interrompidos alguns dias antes do procedimento. A paciente não deve fazer tricotomia (raspagem dos pelos) em casa. Quando a tricotomia for necessária, recomenda-se que sua realização aconteça no hospital, assim que internar. Em alguns casos, é prescrito preparo intestinal (uso de laxantes) no dia anterior à cirurgia. Como se dá a preparação da paciente antes da operação? Geralmente, ela é internada com intervalo médio de 2 horas antes da cirurgia, e deve estar em jejum absoluto de 8 horas (incluindo água). É necessário levar todos os exames e avaliações médicas realizados previamente. Alguns cuidados pessoais também devem ser tomados, como não ter utilizado óleo hidratante na pele; não portar relógio, jóias, bijuterias e piercing; não utilizar aplique no cabelo (nylon), não lavar os cabelos no dia da cirurgia; e, de preferência, não utilizar esmalte nas unhas. Assim que estiver internada, antes da cirurgia, a paciente receberá a visita do cirurgião responsável e do anestesista, que deixará prescrita a medicação pré-anestésica (sedativo) para diminuir a ansiedade. Quando estiver no centro cirúrgico, será realizada a anestesia propriamente dita. Em videolaparoscopia, realizamos anestesia geral e, em alguns casos, especialmente os de maior complexidade, que necessitarão de maior tempo cirúrgico, associamos a raquianestesia, para manter uma boa analgesia no pós-operatório. Na cirurgia convencional (laparotomia), a anestesia de escolha é a raquianestesia. Quais são as técnicas existentes para a realização da cirurgia? Duas técnicas cirúrgicas prevalecem para o tratamento da endometriose, a videolaparoscopia e a laparotomia. Uma modalidade mais recente, a cirurgia robótica, ainda é pouco difundida em nosso meio. A videolaparoscopia é considerada o padrão ouro para diagnóstico, classificação e documentação minuciosa da endometriose, além de ser minimamente invasiva. Por meio dela, pode-se observar o tipo, localização e extensão das lesões endometrióticas. A partir de pequenas incisões (5 a 10 mm) na parede do abdome, pode-se introduzir a câmera e as pinças auxiliares. Essa técnica proporciona melhor visibilidade da cavidade abdominal, facilitando a abordagem cirúrgica, embora o reconhecimento das lesões de endometriose dependa da experiência de cada cirurgião. Na videolaparoscopia, ocorre menor lesão tecidual e menor tração da parede abdominal, proporcionando mais conforto para a paciente no pós-operatório. Desta forma, há um menor tempo de internação, alta hospitalar mais precoce, menor uso de analgésicos e retorno mais rápido às atividades do cotidiano. Qual o tempo de duração da videolaparoscopia? O tempo de duração do procedimento depende da complexidade da cirurgia. Geralmente, a videolaparoscopia necessita de um tempo maior que a laparotomia, mas esse acréscimo de tempo é compensado pelos benefícios que essa técnica proporciona à paciente e ao cirurgião. Nas cirurgias de baixa complexidade, o tempo médio do procedimento varia de 60 a 90 minutos. Quanto tempo após a cirurgia a paciente pode retomar suas atividades normais? Geralmente, no prazo de 10 a 14 dias, a paciente consegue retomar suas atividades no trabalho, salvo aqueles que exigem grande esforço físico. A complexidade da cirurgia também deve ser levada em consideração, podendo gerar um tempo maior de recuperação. Mas se compararmos à laparotomia, onde o tempo médio para retorno às atividades rotineiras varia em torno 40 a 60 dias, a recuperação é bem mais rápida. Que cuidados especiais devem ser tomados no pós-operatório? Alguns cuidados são importantes: procurar deambular precocemente, isto é, levantar o mais cedo possível do leito, evitar movimentação excessiva, não carregar peso e seguir os cuidados com a cicatriz cirúrgica. A alimentação poderá retornar aos hábitos rotineiros de maneira progressiva. Quais ganhos a paciente tem para a sua vida após a realização do procedimento? Inúmeros são os ganhos que a videolaparoscopia traz para o tratamento da endometriose. Nota-se uma melhora em grande parte dos sintomas, como redução da dor, maior qualidade de vida após a ressecção cirúrgica das lesões e melhora considerável do bem estar psíquico da paciente. Há ainda um aumento da taxa de fecundidade mensal, em especial, nos casos de endometriose mínima e leve. - Fonte: Edvaldo Cavalcante, especialista em videolaparoscopia/histeroscopia ginecológica e mestre assistente do setor de videoendoscopia ginecológica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Este material foi elaborado pelo Fleury, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico. |
Tocar em uma pessoa requer respeito, maturidade e responsabilidade. Para ser terapeuta é preciso estar apaixonado, verdadeiramente envolvido com aquilo que se esta fazendo. Bem vindo ao espaço de uma apaixonada incurável pelo ser humano e as coisas que o tocam!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Endometriose: quando o problema requer cirurgia
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
"AMORTERAPIA"
Amor e saúde estão entrelaçados de maneira surpreendente. Humanos são feitos para conectarem-se uns aos outros, e quando bons relacionamentos são cultivados (não apenas no campo amoroso), as recompensas são imensas.
“Não existe nenhuma evidência de que o intenso, apaixonado estágio de um novo romance é beneficial a saúde. Pessoas que se apaixonam dizem que se sentem maravilhosas e agoniadas ao mesmo tempo” diz Harry Reis, PhD, co-editor da Enciclopédia dos Relacionamentos Humanos. Ou seja, todo esse sobe e desce pode ser um ponto de partida do estresse.
Já uma forma de amor mais calma e estável ajuda a definir claramente os benefícios. “Existem evidências de que pessoas que estão em relacionamentos longos e satisfatórios se dão melhor em toda variedade de exames médicos”, afirma Reis.
A maior parte das pesquisas nessa área se concentra no casamento, mas Reis acredita que muitas desses benefícios se estendem a outras relações próximas, como amigos ou parentes. Ele afirma que a pessoa precisa se sentir conectada com outras, como parte de um grupo, além de respeitada e valorizada.
10 benefícios que o amor traz à saude
1- Menos visitas médicas
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos revisou uma grande quantidade de estudos relacionados à saúde e casamento. Uma das descobertas mais impressionantes foi que pessoas casadas vão menos a consultas médicas e ficam menos tempo em hospitais.
“Ninguém sabe exatamente porque relações amorosas fazem bem a saúde. A melhor lógica é a de que seres humanos foram preparados para viver em grupos sociais unidos. Quando isso não acontece, o sistema biológico fica abalado” diz Reis.
Outra teoria pode ser a de que pessoas em bons relacionamentos cuidam melhor delas mesmas, e das outras. A esposa pode auxiliar seu marido com sua higiene bucal, ou um amigo pode indicar outro a consumir mais grãos. Com o tempo, esses bons hábitos significam menos doenças.
2- Menos depressão e abuso de substâncias tóxicas
De acordo com o relatório do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, se casar e permanecer casado reduz os níveis de depressão tanto no homem quanto na mulher. Isso não é uma surpresa, já que o isolamento social está claramente ligado a altas taxas de depressão.
O interessante é que o casamento também contribui na diminuição do abuso de álcool e drogas, especialmente em jovens adultos.
3- Pressão sanguínea mais baixa
Pesquisadores descobriram que pessoas em casamentos felizes têm a melhor pressão sanguínea, logo em seguida os solteiros. E as pessoas em casamentos infelizes têm a pior pressão sanguínea. Esse estudo está nos Anais da Medicina Comportamental.
Reis disse que esse estudo ilustra um aspecto importante em como o casamento influencia a saúde: “É a qualidade do casamento, e não apenas o fato de estar casado, que afeta a saúde”. Isso apóia a idéia de que outros exemplos positivos de diferentes formas de relacionamentos possam ter benefícios similares.
Na verdade, solteiros com forte vida social também tiveram bom desempenho no estudo, embora não tanto quanto os casados e felizes.
4- Menos ansiedade
Quando o assunto é ansiedade, uma relação amorosa e estável é superior a um novo romance.
Pesquisadores da Universidade Estadual de Nova York utilizaram máquinas de ressonância magnética para analisar o cérebro de pessoas apaixonadas. Eles compararam casais recentemente enamorados com casais de longa data, fortemente conectados. Os dois grupos tiveram a parte do cérebro associada com amor intenso ativada.
“É o sistema de recompensa cerebral (área específica do cérebro com grande quantidade de dopamina), a mesma área que é ativada com a presença de cocaína ou quando a pessoa ganha muito dinheiro” diz Arthur Aron, PhD e um dos autores do estudo. Mas há uma notável diferença entre os grupos em outras partes do cérebro. Nas pessoas que possuem relações duradouras, também são ativadas áreas relacionadas a união, e áreas relacionadas a ansiedade são menos ativadas.
5- Controle natural da dor
Os estudos feitos em máquinas de ressonância magnética revelaram outro benefício para casais de longa data: mais ativação na parte do cérebro que mantém a dor sob controle. Um relatório do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) complementou essa descoberta: em um estudo feito com mais de 127.000 adultos, pessoas casadas eram menos propensas a reclamar de dores de cabeça e nas costas.
6- Melhor controle do estresse
Se o amor ajuda as pessoas a lidarem com a dor, como será com os outros tipos de estresse? Aron disse que existe evidência que relacione suporte social e controle de estresse. Se quando surge um fator estressante, a pessoa recebe suporte de alguém que ela gosta, ela lida melhor com a situação.
7- Menos resfriados
Já foi visto que relações amorosas diminuem estresse, depressão e ansiedade (o que deve gerar um impulso no sistema imunológico). Pesquisadores da Universidade de Carnegie Mellon descobriram que exibem emoções positivas são menos propensos a ficarem doentes depois de expostos ao vírus da gripe ou de resfriados. O estudo, publicado na Medicina Psicossomática, comparou pessoas felizes e calmas com aquelas que pareciam ansiosas, hostis ou deprimidas.
8- Cicatrização mais rápida
Pode ser que o poder de um relacionamento positivo faça feridas na pele cicatrizarem mais rapidamente.
Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Ohio examinou casais com bolhas nos pés. As feridas em cônjuges que interagiam harmoniosamente cicatrizaram até duas vezes mais rápido do que naqueles que demonstravam ser bastante hostis um com o outro.
9- Vida mais longa
Uma parte crescente da pesquisa indica que pessoas casadas vivem mais. Um dos maiores estudos examinou os efeitos do casamento na mortalidade durante um período de oito anos nos anos 90. Usando dados da Enquete Nacional de Saúde, pesquisadores descobriram que pessoas que nunca foram casadas estão 58% mais propensas a morrer do que pessoas casadas.
Aron disse que o casamento contribui para uma vida mais longa mais pela praticidade do sustento mútuo e dos benefícios financeiros, e também pelos filhos que proporcionam suporte.
Já Reis enxerga uma explicação emocional. O casamento protege as pessoas da morte por repelir sentimentos de isolamento. Pessoas casadas vivem mais por se sentirem amadas.
10- Vida mais feliz
Pode parecer óbvio que um dos maiores benefícios do amor é a alegria. Mas uma pesquisa está apenas começando para revelar o quanto essa ligação pode ser forte.
Um estudo no Jornal da Psicologia Familiar mostra que felicidade depende mais da qualidade das relações familiares de uma pessoa do que do nível do salário que ela recebe.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Perdoar faz bem a saúde!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Vou te maltratar: MEU NOME É POLUIÇÃO!

A poluição nas grandes cidades é um tema que nos cerca há muito tempo, desde criança aprendemos na escola os problemas causados pela poluição, como também a necessidade de respirarmos ar puro para não intoxicar nosso corpo porque nosso sangue necessita de oxigênio, na qual o sistema respiratório faz o transporte e elimina as impurezas.
Se tudo funciona bem, com uma boa respiração e ar puro, evita-se não só as doenças respiratórias, mas qualquer outra, já que, organismo desintoxicado tem menos radicais livres, mais viltalidade e maior condição de defender-se das doenças.
Infelizmente esquecemos tudo isso e nos pomos a respirar um ar de qualidade inferior, principalmente nas grandes cidades em que há uma enorme concentração de carros e fábricas poluentes.
Quem de nós já exigiu dos governantes providências para os carros velhos ou caminhões que não usam filtros e exalam um ar que além de poluente é super desagradável?
E carros grandes como caminhões e ônibus que mesmo parados permanecem com o motor ligado?
Há mais de 20 anos, li uma matéria em um dos conhecidos jornais do nosso país alertando às pessoas da necessidade de sair de São Paulo no final de semana para que pudessem respirar, mas parece que isto tocou a uma pequena população.
O problema é que não existe um controle devido da qualidade do ar em São Paulo, mesmo sendo esta, uma das cidades mais poluídas do mundo.
Os parâmetros para medir o ar em São Paulo estão aquém dos exigidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e a tolerância à poluição nesta cidade está ultrapassando em mais de 100% do permitido pelos padrões internacionais suportáveis e as conseqüências podem ter efeitos alarmantes a longo prazo.
Em outras cidades grandes como o Rio de Janeiro, Recife e Brasília, a medição é mais falha ainda.
Em Agosto de 2010 tivemos, em São Paulo o ar mais seco desde 1940 e apesar do governo dizer que a qualidade do ar está dentro da normalidade, as internações por doenças respiratórias na Santa Casa subiram 30% em relação ao mês anterior, sendo que 80% dos casos de pneumonia são provocados pela poluição.
Partículas minúsculas originadas da queima de diesel e gasolina são cancerígenas além de causar inúmeros problemas respiratórios. E ainda mais, os poluentes podem provocar inconvenientes como:
olho seco, blefarite, alergias em geral, problemas de pele, ardor ou coceira nos olhos, na garganta e nariz.
Ainda tosse seca, cansaço em alta intensidade, dificuldades respiratórias em geral, dores de cabeça. Se a pessoa tem doenças cardiovasculares pode agravar e até matar e há estudos comprovando que a poluição pode causar depressão e problemas psicológicos.
A partir destas informações, cabe a você saber se vai continuar sendo cúmplice de tantas doenças e mortes desnecessárias ou se pode por seu direito em ação e exigir das autoridades providência, afinal respirar é um direito!
Fonte de pesquisa: Folha de S.Paulo – 07.09.2010, basedo em dados fornecidos por Evangelina Vormittag e Paulo Saldiva.
Suzete é Naturopata, Iridóloga e Instrutora dos Exercícios Visuais. Autora do livro: Cuide de Seus Olhos
Contato: suzete@saudeintegral.com
Sites: www.saudeintegral.com, www.iridologiasp.com.br e www.metodobates.com.br
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Amor para a saúde! Vamos nessa???

Amor e saúde estão entrelaçados de maneira surpreendente. Humanos são feitos para conectarem-se uns aos outros, e quando bons relacionamentos são cultivados (não apenas no campo amoroso), as recompensas são imensas.
“Não existe nenhuma evidência de que o intenso, apaixonado estágio de um novo romance é beneficial a saúde. Pessoas que se apaixonam dizem que se sentem maravilhosas e agoniadas ao mesmo tempo” diz Harry Reis, PhD, co-editor da Enciclopédia dos Relacionamentos Humanos. Ou seja, todo esse sobe e desce pode ser um ponto de partida do estresse.
Já uma forma de amor mais calma e estável ajuda a definir claramente os benefícios. “Existem evidências de que pessoas que estão em relacionamentos longos e satisfatórios se dão melhor em toda variedade de exames médicos”, afirma Reis.
A maior parte das pesquisas nessa área se concentra no casamento, mas Reis acredita que muitas desses benefícios se estendem a outras relações próximas, como amigos ou parentes. Ele afirma que a pessoa precisa se sentir conectada com outras, como parte de um grupo, além de respeitada e valorizada.
10 benefícios que o amor traz à saude
1- Menos visitas médicas
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos revisou uma grande quantidade de estudos relacionados à saúde e casamento. Uma das descobertas mais impressionantes foi que pessoas casadas vão menos a consultas médicas e ficam menos tempo em hospitais.
“Ninguém sabe exatamente porque relações amorosas fazem bem a saúde. A melhor lógica é a de que seres humanos foram preparados para viver em grupos sociais unidos. Quando isso não acontece, o sistema biológico fica abalado” diz Reis.
Outra teoria pode ser a de que pessoas em bons relacionamentos cuidam melhor delas mesmas, e das outras. A esposa pode auxiliar seu marido com sua higiene bucal, ou um amigo pode indicar outro a consumir mais grãos. Com o tempo, esses bons hábitos significam menos doenças.
2- Menos depressão e abuso de substâncias tóxicas
De acordo com o relatório do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, se casar e permanecer casado reduz os níveis de depressão tanto no homem quanto na mulher. Isso não é uma surpresa, já que o isolamento social está claramente ligado a altas taxas de depressão.
O interessante é que o casamento também contribui na diminuição do abuso de álcool e drogas, especialmente em jovens adultos.
3- Pressão sanguínea mais baixa
Pesquisadores descobriram que pessoas em casamentos felizes têm a melhor pressão sanguínea, logo em seguida os solteiros. E as pessoas em casamentos infelizes têm a pior pressão sanguínea. Esse estudo está nos Anais da Medicina Comportamental.
Reis disse que esse estudo ilustra um aspecto importante em como o casamento influencia a saúde: “É a qualidade do casamento, e não apenas o fato de estar casado, que afeta a saúde”. Isso apóia a idéia de que outros exemplos positivos de diferentes formas de relacionamentos possam ter benefícios similares.
Na verdade, solteiros com forte vida social também tiveram bom desempenho no estudo, embora não tanto quanto os casados e felizes.
4- Menos ansiedade
Quando o assunto é ansiedade, uma relação amorosa e estável é superior a um novo romance.
Pesquisadores da Universidade Estadual de Nova York utilizaram máquinas de ressonância magnética para analisar o cérebro de pessoas apaixonadas. Eles compararam casais recentemente enamorados com casais de longa data, fortemente conectados. Os dois grupos tiveram a parte do cérebro associada com amor intenso ativada.
“É o sistema de recompensa cerebral (área específica do cérebro com grande quantidade de dopamina), a mesma área que é ativada com a presença de cocaína ou quando a pessoa ganha muito dinheiro” diz Arthur Aron, PhD e um dos autores do estudo. Mas há uma notável diferença entre os grupos em outras partes do cérebro. Nas pessoas que possuem relações duradouras, também são ativadas áreas relacionadas a união, e áreas relacionadas a ansiedade são menos ativadas.
5- Controle natural da dor
6- Melhor controle do estresse
Se o amor ajuda as pessoas a lidarem com a dor, como será com os outros tipos de estresse? Aron disse que existe evidência que relacione suporte social e controle de estresse. Se quando surge um fator estressante, a pessoa recebe suporte de alguém que ela gosta, ela lida melhor com a situação.
7- Menos resfriados
Já foi visto que relações amorosas diminuem estresse, depressão e ansiedade (o que deve gerar um impulso no sistema imunológico). Pesquisadores da Universidade de Carnegie Mellon descobriram que exibem emoções positivas são menos propensos a ficarem doentes depois de expostos ao vírus da gripe ou de resfriados. O estudo, publicado na Medicina Psicossomática, comparou pessoas felizes e calmas com aquelas que pareciam ansiosas, hostis ou deprimidas.
8- Cicatrização mais rápida
Pode ser que o poder de um relacionamento positivo faça feridas na pele cicatrizarem mais rapidamente.
Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Ohio examinou casais com bolhas nos pés. As feridas em cônjuges que interagiam harmoniosamente cicatrizaram até duas vezes mais rápido do que naqueles que demonstravam ser bastante hostis um com o outro.
9- Vida mais longa
Uma parte crescente da pesquisa indica que pessoas casadas vivem mais. Um dos maiores estudos examinou os efeitos do casamento na mortalidade durante um período de oito anos nos anos 90. Usando dados da Enquete Nacional de Saúde, pesquisadores descobriram que pessoas que nunca foram casadas estão 58% mais propensas a morrer do que pessoas casadas.
Aron disse que o casamento contribui para uma vida mais longa mais pela praticidade do sustento mútuo e dos benefícios financeiros, e também pelos filhos que proporcionam suporte.
Já Reis enxerga uma explicação emocional. O casamento protege as pessoas da morte por repelir sentimentos de isolamento. Pessoas casadas vivem mais por se sentirem amadas.
10- Vida mais feliz
Pode parecer óbvio que um dos maiores benefícios do amor é a alegria. Mas uma pesquisa está apenas começando para revelar o quanto essa ligação pode ser forte.
Um estudo no Jornal da Psicologia Familiar mostra que felicidade depende mais da qualidade das relações familiares de uma pessoa do que do nível do salário que ela recebe.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Sorrir faz bem a saúde

segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Casado ou solteiro?
Homens solteiros ou infelizes no casamento correm mais risco de sofrer acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como “derrame”, revela pesquisa divulgada nesta quarta-feira (24) nos EUA.
O estudo foi apresentado na conferência internacional sobre derrame organizada pela Associação Americana Derrame. Os pesquisadores avaliaram dados recolhidos em pesquisa sobre doenças cardiovascularesfeita há 50 anos com mais de 10 mil homens.
Cruzando dados antigos com registro de mortalidade nos anos seguintes e outros dados recentes, chegaram à conclusão que o risco de homens solteiros morrerem de derrame era 64% maior do que os casados.
Depois os pesquisadores perguntaram aos casados se eram felizes no casamento, e descobriram que aqueles que se disseram infelizes tinham o mesmo risco de sofrer derrame que os solteiros.